04/10 – Dia Nacional do Agente Comunitário de Saúde
O trabalho dos agentes comunitários de saúde no Brasil começou de forma pioneira no Ceará, em 1987, antes de ser incorporado nacionalmente com a criação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), em 1991, ainda nos primeiros anos de construção do SUS. A lógica do programa é territorial: cada agente é responsável por cerca de 150 famílias, o equivalente a 750 pessoas, realizando visitas domiciliares regulares para acompanhar gestantes, crianças, vacinação e sinais de doenças na comunidade.
Levantamentos indicam que, já em 2008, mais de 204 mil agentes comunitários atuavam em todo o país, indo de periferias urbanas a comunidades rurais isoladas. Mais recentemente, o Ministério da Saúde anunciou a formação de mais de 176 mil agentes de saúde e de combate a endemias, parte de um esforço para modernizar a categoria com capacitação técnica em vigilância em saúde — essencial no controle de doenças como dengue, chikungunya e zika.
Em 2024, os agentes comunitários de saúde e os agentes de combate às endemias passaram a ser reconhecidos legalmente como categoria de profissionais de saúde, mudança que trouxe implicações diretas para plano de carreira, remuneração e formação continuada dentro do SUS.

